quinta-feira, 3 de julho de 2008

E fica o amor. Um brinde ao tio Jheú!!




Eu não assimilei ainda, confesso! Tenho dificuldade em aceitar certas imposições da vida e a morte do tio Jheú tem sido algo muito complicado de acreditar. Ele estava doente e a Zazá não deixou de me colocar a par da situação, mas eu acreditava, e acreditei sempre, que era só uma provação, um teste, algo passageiro. Minha mãe e minha tia foram vê-lo no hospital e me disseram que a situação era complicada, mas mesmo assim, eu achei que ia passar.
Eu não podia acreditar, e não posso, que o homem que fez parte da minha infância e permeou as histórias contadas por meu pai, estava indo embora para sempre. O homem que depois de tantos anos sem me ver, acolheu-me em sua casa como alguém da família, com o carinho de um tio ou mesmo de um pai. Um homem que em todo o momento procurava ser amável, que me agradava nas mínimas coisas, desde uma taça de vinho, a um pedacinho de churrasco até uma palavra de incentivo e o apoio em minhas decisões. Um homem que junto com sua família, foi um pouco da minha família em Porto Alegre também!
Hoje, quando recebi o e-mail da Zazá falando da missa de sétimo dia no sábado foi como se uma pedra caísse na minha cabeça, exatamente como no domingo passado quando recebi a notícia.
Missa do tio Jheú???????
Mas como, se há seis meses jantamos e rimos juntos? Como pode essa doença maldita levar as pessoas de forma tão rápida e cruel!! E por que??? Por que meu Deus??!!!
Eu não pude vê-lo em seus últimos dias, não pude abraçá-lo em sua dor. Não pude confortar a Zazá, a Paulinha e o Piter pelos 2mil km que nos separam. Mas pude rezar e mandar minhas melhores energias. Se elas ajudaram... eu não sei. Sei que não amenizam a dor, que é eterna. Mas acredito que ajudem a dar força para suportá-la e por isso sigo firme. Pelo tio e pela família que eu aprendi a amar como minha, continuo rezando, continuo enviando minhas vibrações positivas com a consciência que elas servem apenas como uma tentativa de ajudar que eles sejam fortes para suportar a ausência de alguém imprescindível!
Comigo, fica a imagem de uma pessoa incrível!! Que é tudo o que o meu pai sempre disse do amigo de infância e mais! Fica a gratidão por todo o carinho e apoio!
E fica o amor a quem me acolheu como de sua família!



Um comentário:

Anônimo disse...

Beta, ficam tantas coisas, que é impossível acreditar, possam caber na intimidade de um coração. Tu vês uma pessoa, eu vejo a mesma pessoa. Tu conheces aquela pessoa e eu, muito além dela. Isso é indescritível, é como se tudo fosse "maluco-beleza".
Um brinde ao amor!
Zazá