Os últimos trinta dias passaram por mim como uma ventania. Não foram suaves como uma brisa, nem tão fortes como um furacão, mas mexeram; provocaram mudanças importantes e iniciaram processos de avaliação pessoal diferentes dos que conhecia.
Eu pedi, na verdade admito que implorei, à vida por uma nova chance. Uma outra oportunidade de me sentir novamente viva na profissão. Aprender. Como eu queria, como eu quero! E que lindo é ver os desejos se tornarem realidade bem diante de nossos olhos.
Tinha esquecido como era o clima de expectativa em um ambiente de trabalho novo. Já não lembrava como era poder chegar ao fim de cada dia e contar os progressos. A fase em que até os fracassos tem valor especial no caminho. Acordar e pular da cama (mesmo que às 3h15), na expectativa do dia que vem pela frente.
Mais uma jornada; com seus desafios a vencer. O vento sopra, bagunça o cabelo, joga areia nos nossos olhos; tira a ordem das coisas. Invisível, a ventania passa por nós para provocar. E como resposta a tudo, apenas confesso que estou gostando de estar descabelada, com o olho cheio de terra e uma mão na saia.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
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4 comentários:
Adoro ventanias e mulheres descabeladas. Muito mais charmosas do que aquelas com cabelo impecável e que não se arriscam!
É isso aí, Bela! Adorei o comment! :-)
Eu não consigo imaginar a Roberta descabelada. Mas, só de ser ruiva, já conquistou todos! =p Beijos.
AHAHAH, Dieguito só vc mesmo! Mas olha... eu sou a Sra. Descabelada, viu? Just for the record... hihihi
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